A REVANCHE DE TRUMP - E DE TODOS OS NACIONALISTAS



Agiotas, terroristas, monarcas do Golfo e a nata globalista temiam todos este acontecimento e, portanto, nós não podemos deixar de levantar os copos, brindar e, pelo menos, dar umas saudáveis risadas vendo suas caras de surpresa neste dia 8 de novembro.

Quais serão as consequências de tudo isto, em particular para o Brasil e para a América Latina, porque é com isso que mais nos preocupamos, não podemos ainda prever.

Por suas próprias palavras, Trump mostra-se desiludido com o papel dos EUA como polícia do mundo; cético em relação à própria OTAN; anti-intervencionista; isolacionista e pouco inclinado a continuar na linha da "Política da nova guerra fria" deixada pelos governos Bush Jr. e Barack Obama. Mas podemos tentar entender a essência de tudo o que até agora o "Trump train" significou e significa: um ímpeto de rebelião da parte boa do povo norte-americano contra o anti-povo representado pelo neoliberalismo globalista e pelos seus lacaios.

Até o ano passado, lembrem-se, a humanidade estava sob uma nuvem escura: parecia que o liberalismo devia ser realmente o " fim da história " e que cada sentimento de identidade, de pertença a um povo ou comunidade deveria ser calado como expressão do "passado", quando não de "ódio" ou "isolamento".

E, no entanto, os primeiros indícios do amanhecer são tangíveis. Pela Europa centro-oriental à Inglaterra, pela Rússia até à América profunda, surgem fenômenos políticos que não podemos definir ou entender totalmente, mas que se colocam, em qualquer caso, contra uma boa parte dos dogmas compulsivamente globalistas impostas ao planeta inteiro nos últimas décadas por parte dos gânglios ideológicos do tumor financeiro.

Se você está tendo uma retomada de consciência à escala global, nos últimos meses, devemo-lo em parte a Trump, seja ele consciente ou não, em quanto tem encarnado a nostalgia de uma América "antiga", em vias de extinção. Capaz, no entanto, de ser mito fundador para dezenas de milhões de pessoas. A população americana "histórica", a classe média dos Estados Unidos, está farta de transformada em "suco", e de ter sido sacrificada, usada e descartada, para tornar o seu país "il capo" opressor de todo o resto do mundo.

Inevitavelmente, o colapso do tirano pode abrir muitas portas, todas para a liberdade se utilizadas com juízo.

No entanto, o "Trump train" corre o risco de não ter qualquer destino se cairmos na tentação de vivê-lo como uma desculpa para descansar sobre os louros. E aqui no Brasil, bem sabemos, os desafios que ameaçam a nossa própria existência, como Povo que quer ser livre e assumir sua grandeza de fato,perante si mesmo e perante o mundo...

Portanto, visto que está chegando o amanhecer, vamos vestir-nos, tomarmos o café da manhã e vamos trabalhar para ter dias melhores, tendo sempre o capacete e a espada à mão. Os nossos inimigos, embora já tenham sido privados daquela imagem ilusória de invencibilidade que tinha sido criada com a favor da força financeira das trevas, estão longe de ser derrotados.

O que queremos dizer é que a luta continua. Mas será uma luta mais alegre e mais solar, porque vemos divisões e dúvida no coração do inimigo, e vemos as primeiras luzes do sol, depois de uma longa noite.

Por mais que possa parecer estranho e paradoxal, se milhões de brasileiros encontrarem mais coragem para se opor à máquina infernal que os aprisiona, a encontrarão também os milhões de cidadãos estadunidenses, que têm demonstrado que não querem mais ser soldadinhos de chumbo dispensáveis ou vacas leiteiras.

E, por mais estranho que pareça, um engraçado irlandês meio alemão que construiu um império hoteleiro, poderá, agora, jogar suas cartas no grande jogo.

Não sabendo para que lado ele vai jogar exatamente, mas tendo em vista aqueles que tudo fizeram para impedir sua eleição, desejamos, desportivamente, poder apreciar a sua devida revanche!
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